02 18th, 2011

A.P.A  de Tinharé e Boipeba – DECRETO 1.240  MUNICÍPIO DE CAIRU – BA

Para conter a devastação acelerada e controlar os seus impactos na natureza, o Governo da Bahia vem criando novas Áreas de Proteção Ambiental (APA’s), que são protegidas por lei. Atualmente, existem 32 APA’s na Bahia, locais que revelam diferentes ecossistemas, histórias e culturas dos seus habitantes.

As Áreas de Proteção Ambiental nos Estados do Brasil (APAs) são áreas geralmente extensas, com um considerado grau de ocupação humana, dotadas de atributos abióticos, bióticos, paisagístico, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas que habitam ou venham habitar a região e tem como objetivos básicos proteger e preservar a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e uso do solo e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais disponíveis. (SNUC – Lei 9.985/2000).

Apa do arquipélago Tinharé Boipeba

Apa do arquipélago Tinharé Boipeba

1. Apresentação

A magnífica Área de Proteção Ambiental – A.P.A  das Ilhas de Tinharé e Boipeba, teve sua criação determinada com o Decreto Estadual n°. 1.240, de 05/06/1992, está ao litoral sul do Estado da Bahia entre as localidades da Ponta do Curral, litoral do Município de Valença e a Península de Maraú na região do Município de Camamu na Costa do Dendê.

A  APA está no Município de Cairu, cujo é o Arquipélago de Tinharé e conta de 26 ilhas, Tinharé, Boipeba e Cairu, esta ultima, sede do município e não está inclusa na APA (o que é uma grande perda para a região) e além destas há outra vinte e três ilhas de pequeno porte, dentre elas, às de “ aninhamentos de animais (aves, repteis, crustáceos e alevinos) denominadas de Ilha do Rato, da Aranha, São Gonçalo, do Papagaio, do Meio, das Três Matinhas, de Manguinhos, ambas na parte oposta ao Atlântico onde se encontra a maior parte do manguezal. Há ainda às ilhas calcarias/corais onde peixes e frutos do mar vão se aninhar, estão locadas na costa Atlântica das Ilhas de Boipeba e Tinharé, são as Ilhas do Caitá e a ex-Ilha da Saudade no Distrito de Morro de São Paulo que outrora não muito distante fora um pequeno bioma; hoje não existe mais devido a depredação.

A área total da APA dita de 43.300ha e a razão de sua criação foi a constatação da presença de ecossistemas de grande interesse ambiental, com um extenso manguezal de três espécies, belas praias desertas, além de um litoral recortado com morros, barras e recifes de corais; no interior de ambas Tinharé e Boipeba, há a presença de vegetação primária e secundária da Mata Atlântica, campinas, riachos e nascentes.

Um dos principais motivos que favoreceu a criação da APA de Tinharé e Boipeba foi o crescente do movimento turístico na região. Isto foi observado em 1985 e em 1990 já era bem visível o futuro da região do atual pólo turístico do Morro de São Paulo. Neste período que o Jovem Pedro Rocha, veranista deste paraíso e funcionário do Estado na área ambiental e como ambientalista que era, foi quem primeiro identificou a necessidade da APA e tomou as primeiras iniciativas. (Pedro Rocha faleceu em 1996, no Caribe, quando praticava mergulho contemplativo).

2. Características gerais.

Toda a região apresenta um riquíssimo sistema estuário, com extensos manguezais de grande potencial pesqueiro devido a sua diversidade de três espécies. Essa formação é comum para as regiões do Caribe e Pacífico, sendo o estudo agora desenvolvido nesta região a partir do Morro de São Paulo; é a primeira descrição de tal sistema para o Brasil. Associado à importantes tipos remanescentes da Mata atlântica, pequenos riachos e rios navegáveis, formando um belo complexo que abriga muitas espécies da fauna e  flora da região.

Locais como o pólo turístico do Morro de São Paulo, Vila de Gamboa do Morro e Vila de Garapuá na Ilha de Tinharé e na Ilha de Boipeba a Vila de Velha Boipeba, Povoado de Moreré e o Povoado de Cova da Onça, sofrem hoje com a grande demanda turística, por estarem em áreas de fácil acesso fluvial. Devido ao crescimento populacional probatório, essa fora a maior preocupação em corrigir os problemas como o saneamento e o ordenamento do solo, está ligado diretamente à elevada fragilidade ambiental do local. As paradisíacas praias e piscinas natura, o patrimônio histórico e paisagístico, são as grandes atrações turística da região.

3. Aspectos bióticos.

3.1 – A Flora

O manguezal ocupa uma vasta distribuição geográfica no local, apresentando plantas de portes arbustivos e arbóreos { mangues = vermelho ( tem a raiz  tipo escora em forma de dedos )  – branco ( a base da haste da  folha é vermelha , chamada  de Pecíolo ) e o preto (casca mais escura, folha verde claro e arredondada) ou Siriba / siriuba / siribinha. Um exemplo peculiar das espécies encontradas nesse tipo de ecossistema é o Algodão-do-mangue (Hibiscus pernambucensis). A extensa área de restinga em particular, apresenta espécies com grande capacidade de sobrevivência, pois o solo onde se encontram é muito pobre em nutriente. As vegetações de Áreas Úmidas, das Dunas, de Várzeas, Brejos e Mata Ciliar, também constituem o tipo florístico da região. Outro exemplo é a Mata Ombrófila Densa, que se mantém sempre verde e têm grande participação na umidade do ar de toda a região, diversas espécies como o Pau-d’arco (Tabebuia sp.), a Maçaranduba ( Manilkara amazônica ), o Olandir (Calophyllum brasiliense), a Sucupira (Bowdichia virgilioides)  e a Jataipeba ( Dialium guianense ) esta ultima bastante cobiçada na região; além de outras que inadequadamente apresenta valor econômico no local.

3.2 – A Fauna.

A avifauna, é dentre os indivíduos da macrofauna encontradas nos habitats observados, a mais representativa, pelo número de espécies e o número de indivíduos, inclusive a presença de espécies em vias de extinção, como é o caso do Curió (Oryzoborus angolensis) e o Cubango (Icteridae haemorrhous), pássaros de pequeno porte que são muito explorados pelo homem, por possuir canto especial e muito atraente aos ouvidos, além do falcão (Milvago chinachina), e ainda o jacaré de papo amarelo (Calmam latirostris). Fazem-se também presente muitas espécies de répteis, mamíferos e insetos, além de peixes, outros frutos do mar e de diversos tipos de invertebrados como os crustáceos dos mangues e de do mar, que ainda compões a economia local.

4. Comunidades.

A APA Ilhas de Tinharé/Boipeba compreende as duas maiores ilhas (Tinharé e Boipeba). Os distritos que compõe as ilhas são: Morro de São Paulo, Garapuá, Canavieiras, Galeão e Gamboa do Morro, ambos em Tinharé. Em Boipeba, Velha Boipeba, Moreré, São Sebastião (Cova da Onça), Monte Alegre.

A renda da população local é fundamentada no turismo e na pesca de peixes e camarão, além da mariscagem, da cultura do coco, da piaçava e do dendê. Algumas famílias ainda vivem da agricultura de subsistência.

5. Conflitos ambientais.

Um dos problemas mais sério enfrentado na APA é a falta de saneamento, com o crescimento do turismo vem aumentando a necessidade de grandes reformas. As conseqüências da falta de saneamento são o comprometimento dos recursos hídricos locais afetando o único lençol freático contido, assim como alterações em espécies de animais e plantas. Além de lançamento de esgotos domésticos, a alteração das margens dos rios e estuários, que prejudicam o ecossistema existente; isto devido ao excesso de embarcações tidas com rápidas que praticam o turismo fluvial. Vários desses problemas estão caracterizados como crime ambiental. Em Morro de São Paulo, o problema de Hidro-sanitário já fora sanado devido à implantação do sistema desenvolvido pela EMBASA em 1998.

6. Zoneamento.

A partir das características dos meios físicos, bióticos e antrópicos, o zoneamento foi dividido em quatro categorias distintas.

01) – A Categoria Preservação:  Engloba a Zona de Proteção Rigorosa – ZPR e ZPVS: Zona de Proteção da Vida Silvestre é um tipo de categoria onde são mínimas as interferências humanas.

02) – A Categoria Conservação:  Engloba a Zona de Manejo Especial: ZME, Zona de Orla Marítima: ZOM, Zona de Proteção Visual: ZPV, Zona de Proteção Visual Especial: ZPV (E), Zona de Ocupação Rarefeita: ZOR, Zona de Urbanização Restrita: ZUR, Zona Extrativa Vegetal: ZEV e Zona Extrativa Animal: ZEA, essas zonas de conservação apresentam alguma influência antrópica sendo que cada uma apresenta seus próprios usos e recomendações.

03) – A Categoria Uso:  Engloba a Zona Turística: ZT, a Zona Turística Especial: ZT(E), a Zona de Urbanização Controlada: ZUC, Zona de Expansão   ( I ): ZEP(I), Zona de Expansão (II): ZEP (II) e a Zona Agrícola: ZAG, essas são zonas destinadas ao desenvolvimento econômico do local, mas cada uma com o tipo de uso permitido.

04) – A Categoria Recuperação: Apresentando a Zona de Recuperação Ambiental: ZRA, destinada exclusivamente à recuperação de área degradada.

Nota: Para que estejam de acordo com a Lei, evitando crimes ambientais, é importante para o empreendedor, pesquisador ou entidades ligadas ao turismo, que desejam desenvolver trabalhos ou empreendimentos nesta APA,  estarem cientes da existência dessas normas.

RELAÇÃO DAS 32  APAs DO TERRITÓRIO BAIANO:

Bacia do Cobre/São Bartolomeu – Bacia do Rio de Janeiro – Baía de Camamu – Baía de Guaibim – Baía de Marimbus/Iraquara – Baía de Todos os Santos – Caminhos Ecológicos da Boa Esperança – Caraíva/Trancoso – Coroa Vermelha – Costa de Itacaré/Serra Grande – Dunas e Veredas do Baixo/Médio São Francisco – Gruta dos Brejões/Veredas do Romão Gramacho – lhas de Tinharé e Boipeba – Joanes/Ipitanga – Lago de Pedra do Cavalo – Lago do Sobradinho – Lagoa de Itaparica – Lagoa Encantada e Rio Almada – Lagoas de Guarajuba – Lagoas e Dunas do Abaeté – Litoral Norte – Mangue Seco – Plataforma – Continental do Litoral Norte – Ponta da Baleia/Abrolhos – Pratigi – Rio Capivara – Rio Preto – Santo Antônio – São Desidério – Serra Branca/Raso da Catarina – Serra do Barbado – Serra do Ouro

Fontes –  SEMARH / DUC e CRA (IMA)

16 – Adaptação do Texto – Alberto Santana – IBAMA



Imagine um lugar onde se vê águas calmas e transparentes, onde reina a tranqüilidade e a beira da praia se avista além da exuberante natureza, pescadores separando a pesca do dia. Agora, junte a este cenário paradisíaco, uma vegetação típica da Mata Atlântica bastante preservada e uma areia branquinha. Acrescente a tudo isto, uma pitada baiana. Este visual não é nenhuma cena de ficção. Existe sim, e está bem próximo a Morro de São Paulo. Trata-se da praia de Garapuá, onde a natureza e a paz reinam absolutas.

Garapuá está localizado após a Quinta Praia de Morro de São Paulo, também chamada de Praia do Encanto e para chegar a este verdadeiro cenário de filmes, pode-se ir com trator ou carro 4×4, que partem de uma estrada situada atrás da Segunda Praia em Morro de São Paulo e cujo tempo do percurso pode ser de 40 minutos até uma hora; com o passeio “Volta a Ilha” que faz uma parada nas piscinas naturais de Garapuá; com uma lancha (fretamento) ou ainda os mais aventureiros podem ir a Garapuá, caminhando. Neste caso recomenda-se a companhia de uma pessoa que conheça a região, pois o trajeto é longo são aproximadamente 12 quilômetros do centro de Morro de São Paulo até a praia de Garapuá e no caminho há trechos dentro da mata.

Em Garapuá o mar é sereno e uma leve brisa constante deixa a praia ainda mais bela e agradável. A maré baixa deixa à mostra uma larga faixa de areia. Na beira da praia existem poucas barracas e não há grandes estruturas. A simplicidade é a principal característica das barracas, mas nos cardápios estão todas as delícias típicas da Bahia como as famosas moquecas, variados pescados e várias porções de frutos do mar. Estas iguarias baianas acompanhadas de uma bebida bem gelada é uma das dicas para ser levada em conta em Garapuá. Outra dica é aproveitar toda a natureza que a praia oferece, caminhando na areia ou cavalgando. Se desejar passar além do dia em Garapuá, prepare-se para encontrar pousadas pequenas, sem muita estrutura.

O povoado é bastante simples, com pouca oferta hoteleira e tem apenas uma vila de pescadores com poucas casas e um pequeno comércio. É exatamente este o charme de Garapuá: o pacato vilarejo continua indiferente ao progresso do turismo presente em Morro de São Paulo. Para quem busca um pouco de sossego é uma excelente opção durante a estada em Morro de São Paulo. Faça um passeio ou fique um dia ou mais em Garapuá. Você irá se apaixonar e descobrir outros lugares lindos no arquipélago de Tinharé, além das praias de Morro de São Paulo. Afinal, a Bahia é assim: surpreende a cada canto de suas grandes enseadas.



01 19th, 2011

Morro de São Paulo pode-se dizer, é o que chamamos de uma sucursal do paraíso. Onde as praias de águas cristalinas e tranquilas, estão envolvidas junto às belíssimas paisagens formadas por coqueiros e vegetação nativa. Todo este cenário protagonizado por gente de todas as partes do mundo e onde você encontrará um ótimo e autêntico “jeito de receber” que só o baiano tem. Esta gente hospitaleira fará de tudo para você se sentir bem e como artifício maior usará, além da saborosa culinária da região, a contagiante simpatia. Visitar Morro de São Paulo significa conhecer uma diversidade de raças, nacionalidades e tradições. Um passeio pelas paisagens, sabores, cores, cheiros, sons e lugares da Bahia. Uma oportunidade única que você não pode deixar passar. Morro de São Paulo está localizado no extremo norte do arquipélago de Tinharé, município de Cairu, situado na Região da Costa do Dendê, no Baixo Sul do Estado da Bahia. Sua distância de Salvador, capital do estado, é de 30 milhas náuticas ou 370 quilômetros por terra. São duas as portas de entrada rumo a Morro de São Paulo: Salvador e Valença. Saindo da capital baiana, são três os tipos de traslados até Morro de São Paulo. O mais utilizado é o marítimo, através do catamarã ou das lanchas, saindo do Terminal Marítimo de Salvador, localizado em frente ao Mercado Modelo. O tempo deste percurso é de 2 horas com catamarã e 1h40min com as lanchas. A segunda maneira de chegar até Morro de São Paulo é a combinação marítima/terrestre, saindo do terminal São Joaquim, também no centro de Salvador, pelo ferry boat, que trata-se de um tipo de barco grande, que além de passageiros transporta veículos de pequeno e médio porte. É o traslado mais acessível e também o mais demorado, podendo durar até 4 horas a viagem desde Salvador com ferry, ônibus desde Bom Despacho e a lancha ou barco até chegar a Morro de São Paulo. Chegando pela cidade de Valença, o acesso a ilha é feito por lanchas rápidas ou barcos convencionais. O último horário das embarcações que saem de Valença é ás 18h e se caso você chegar após este horário a opção será dormir em Valença. Se desejar algo mais rápido e se por acaso você chegar após às 14h ao aeroporto Luís Eduardo Magalhães, o único meio de viajar será o traslado aéreo ou então pernoitar em Salvador. No próprio aeroporto estão localizadas as duas empresas que fazem este percurso. O voo até Morro de São Paulo é de 20 minutos. Chegando a Morro de São Paulo há uma taxa de turismo no valor de R$ 10,00, cobrada logo na entrada da ilha. Outro fato que deve ser levado em conta por quem viaja a Morro de São Paulo é a hospedagem. É importante fazer sua reserva de um hotel ou pousada em Morro de São Paulo com antecedência, a fim de evitar transtornos na hora da chegada ou ainda correr o risco de não encontrar hospedagem, caso venha em datas de alta temporada. Portanto, é bom se precaver e fazer sua reserva antes. Com estas dicas valiosas, comece a planejar sua viagem para este verão ou para o período que achar melhor, já que em Morro de São Paulo o calor predomina na maior parte do ano e venha relaxar neste paraíso tropical da Bahia.



01 6th, 2011

Chegou o verão, a estação mais quente e colorida do ano. O período em que a maioria das pessoas espera o ano inteiro para curtir as tão sonhadas férias! E para quem ainda não se programou onde vai desfrutar seus dias de descanso, ai vai uma bela dica: Morro de São Paulo, o mais badalado destino turístico da Bahia. Aliás, esta dica vale tanto para quem tira férias no verão como também no inverno, pois em Morro de São Paulo não importa qual seja a estação, o clima é quente na maior parte do ano e o sol reina absoluto.

Férias em Morro de São Paulo

Morro de São Paulo é um belíssimo destino de férias e é difícil apontar uma única razão para alguém passar férias em Morro de São Paulo. Este pedacinho do paraíso, localizado no litoral sul da Bahia, no arquipélago de Tinharé, reúne um conjunto de diversos atrativos: belas praias, vida noturna agitada, uma saborosa cozinha típica, um rico patrimônio histórico, diversas atividades esportivas, passeios fantásticos e para completar um povo simpático e hospitaleiro. Enfim, um destino que concentra uma natureza exuberante, clima quente e várias atrações para sua diversão é sem dúvida a escolha perfeita para suas umas férias! Sem carros e livre da poluição, o que faz muita diferença e agrada a todos que visitam a ilha, Morro de São Paulo surpreende os visitantes com as deslumbrantes paisagens.

Em Morro de São Paulo existem atrações para todos os públicos e com muitas opções de lazer para toda a família. Além de curtir as belezas naturais da ilha, o turista tem à disposição diversos passeios pelas praias e outras ilhas do arquipélago; um rico e intrigante passado retratado através de monumentos históricos como o Forte, a Fonte Grande, a Igreja Nossa Senhora da Luz, o Farol e o Casarão; uma agitada vida noturna, a ilha é sinônimo de badalação e azaração com festas praticamente todos os dias da semana e ainda uma excelente infraestrutura com hotéis e pousadas para todos os estilos e orçamentos.

Em Morro de São Paulo você encontrará várias opções de pousadas e hotéis localizados nas praias, na vila (parte central) e que agradam a todos os públicos. Pesquise e encontre o lugar ideal para você curtir suas férias em Morro de São Paulo. A gastronomia é outra atração em Morro de São Paulo. Os restaurantes e bares oferecem uma culinária diversificada com pratos da Bahia e de outras cozinhas internacionais, porém, o forte mesmo são os frutos do mar. Escolha o que deseja comer e com certeza encontrará.

Mas não se preocupe, mesmo com toda esta agitação Morro de São Paulo também reserva momentos de tranqüilidade e paz para aqueles que buscam sossego nas férias. Quem preferir apenas descansar e relaxar terá esta chance, pois existem pousadas e hotéis que ficam localizados em meio à natureza e envolvidos por um ambiente calmo e com toda estrutura ao alcance.

Motivos não faltam para escolher nessas férias Morro de São Paulo como destino turístico. Se programe, monte um roteiro com uma das agências locais e venha se divertir e descansar muito nesta ilha paradisíaca. Experimente, com certeza você não vai se arrepender e vai querer voltar muitas outras vezes, pois quem conhece Morro de São Paulo se apaixona e sempre retorna.



Além das mudanças que fazem parte do Projeto de requalificação urbana que vem sendo executado no arquipélago de Tinharé e já estão em andamento como a restauração do Forte de Morro de São Paulo e o calçamento das ruas de alguns dos povoados, está ainda a remoção das barracas de praia das orlas de Morro de São Paulo, Boipeba e Garapuá. A Prefeitura de Cairu, órgão que administra o arquipélago, assinou no dia 20 de novembro de 2010 um documento que regulamenta a retirada das barracas e estabelece critérios e prazos para a execução. Chamado de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o documento foi firmado entre as partes envolvidas na questão, ou seja, a Prefeitura de Cairu, a Secretaria do Patrimônio da União, o Ministério Público Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA). Através do documento a Prefeitura de Cairu tem como objetivo implantar uma área fora dos limites exigidos pela Lei, para recolocar estas barracas.

A remoção das barracas das orlas marítimas de Tinharé atingirá em torno de 21 barracas que estão situadas dentro da faixa litorânea do arquipélago. Diferente de Salvador, onde as barracas da orla marítima foram retiradas todas em uma única vez e sem um plano definido para remanejamento, as barracas de praia do arquipélago de Tinharé serão retiradas de forma gradativa e ao que tudo indica sem a mesma polêmica que foi levantada na capital baiana. Dentre os critérios e normas estabelecidas pelo TAC estão: a proibição pelo município de Cairu de qualquer construção em área de domínio da União e em caso de descumprimento do acordo Cairu arcará com uma multa de dois mil reais por dia de atraso. Já ao Ibama caberá delimitar e mapear a faixa de praia nas orlas de Morro de São Paulo e demais localidades

Em Morro de São Paulo a remoção das barracas está prevista para iniciar após o verão de 2011 e deve durar de seis meses a um ano. Nos outros lugares (Garapuá e Boipeba) a previsão de conclusão é para antes do início do verão de 2011. A organização e o comprometimento do poder público com os proprietários dos estabelecimentos foi que facilitou o entendimento entre as partes. Com o cumprimento dos critérios previstos no TAC, espera-se que não haja perda para nenhuma das partes envolvidas e também para os veranistas que usufruem dos serviços oferecidos por estas barracas de praia. Já que não se pode imaginar como ficaria Morro de São Paulo, Boipeba e Garapuá sem as suas barracas. Aqui vale lembrar que as barracas que hoje se encontram na Primeira Praia de Morro de São Paulo foram um dos primeiros empreendimentos da ilha e erguidos por nativos que tiveram até o momento suas vidas sustentadas por estas barracas. Esperamos que estas barracas e seus proprietários tenham seus direitos reconhecidos e assegurados pelo TAC  e que nossos veranistas possam ainda por muito tempo desfrutar de todas as delicias e regalias servidas nas barracas.

Também é preciso salientar que o planejamento urbano que está sendo feito nas ilhas de Tinharé é fundamental para o turismo e a vida de todos seus moradores. Conciliar o meio ambiente, o turismo e o desenvolvimento urbano é imprescindível para o futuro destas localidades.



09 10th, 2010

Falar sobre o Festival de Primavera de Morro de São Paulo, realizado durante o feriado de 7 de Setembro de 2010, não é apenas se expressar sobre um evento como tantos outros.

Festival de Primavera de Morro de São Paulo

Morro de São Paulo, localizado no Arquipélago de Tinharé, ao Norte da Ilha, também chamada Ilha Tinharé, que faz parte da Cidade de Cairu, aliás, a única Cidade Arquipélago do Brasil e situada no Baixo Sul da Bahia.

Barco de Pesca no Morro de São Paulo

Tem sua História gravada desde a época do descobrimento, pela sua importante localização geográfica, formando a falsa barra que forma a Baia de Todos os Santos.

É claro que a História vai acabando no esquecimento, e Morro de São Paulo ressurgiu de forma jovem, e com apenas, aproximadamente 20 anos voltados ao turismo, mostrou para o Brasil e o Mundo que está adulta para realizar o Festival de Primavera de Morro de São Paulo, que com certeza vai estar no Calendário dos Próximos Anos.

Praias no Morro de São Paulo

O sonho de ver show musical, na 2ª Praia de Morro de São Paulo, é algo pensado à tempos, mas o que vimos, foi cinco noites, com varias apresentações e a participação de nomes importantes da Musica Popular Brasileira, como Vânia Abreu, Maria Gadú, Nando Reis e outros.

O palco principal com 360 graus para o público proporcionou uma fantástica harmonia entre Natureza e Arte.

Procissão folclórica no Festival de Primavera de Morro de São Paulo

Um show sem precedentes, com entrada gratuita, ou melhor, sem entrada, simplesmente aberto ao público, enfim para os que por ali passavam, para as que por ali estavam e para o Morro de São Paulo.

Parabéns, Morro de São Paulo, e vamos para o Feriado do Dia das Crianças.



05 6th, 2010

Morro de São Paulo no Arquipélago Tinharé Boipeba

Chegando à Morro de São Paulo, no extremo Norte do Arquipélago de Tinharé, notamos as variadas opções de caminhos, praias e trilhas a serem exploradas. Logo pensamos que conhecendo a Primeira Praia, Segunda Praia, Terceira Praia, parte da Quarta Praia, o caminho até a Gamboa, passando pelas Falésias e a Vila de Morro de São Paulo,  já não tem mais o que se descobrir neste lugar.
Em Morro de São Paulo, principal pólo turístico do Arquipélago e terceiro na Bahia, poucos visitantes exploram as belezas naturais existentes por aqui.
A opção de após alguns dias nas redondezas da vila, sendo hospedado numa das Pousadas e Hotéis de Morro de São Paulo, pode ser a de diminuir o volume da mochila e partir em direção ao sul do Arquipélago. A caminhada, seguindo a Quarta Praia que tem seu final na Quinta Praia ou Praia do Encanto onde a trilha segue pela Mata Atlântica, com alguns Riachos e Manguezais que o separam de um imenso coqueiral, cujo esconde a belíssima praia de Garapuá.

A Praia de garapuá nas redondesas de Morro de São Paulo

Um povoado que conserva suas atividades voltada à pesca.
Equipado apenas com rede, sal, canivete ou faca alem de poucas roupas, Garapuá é um excelente lugar para esticar a rede no final do primeiro dia.
Desde Garapuá até o final da ilha, um pequeno trecho de manguezais com varias trilhas que dependem do uso em função da maré, acessos milenares usados pelos Índios e hoje por Marisqueiros, confundem a travessia para a Praia do Pontal, essa a maior do Arquipélago, com 12 km de extensão a Praia do Pontal é totalmente deserta com uma inclinação íngreme de areias grossas e soltas. O Rio do Inferno separa as ilhas de Tinharé e Boipeba, esta travessia é feita de barco.
A Vila de Velha Boipeba esta logo na chegada, depois da travessia, parada obrigatória para repor energias e mantimentos, também tem alguns coqueiros para prender a rede.
A caminhada em direção ao sul é sempre buscando o lado leste do Arquipélago onde estão as praias. A Ilha de Boipeba abriga inúmeras praias, muitas delas com sua natureza intacta e semi deserta.
Seguindo de Velha Boipeba, a Praia de Tassimirim faz a divisa com a Praia da Cueira, por um trecho de Mata Atlântica onde o ar se confunde à natureza com aroma de oxigênio puro.

Boipeba de Morro de São Paulo - Praia de Tassimirim

A Praia da Cueira que já foi eleita uma das mais belas do Brasil, tem como vizinha sendo separada por um morro, a Praia de Moreré. Esta praia paradisíaca é um lugar para parar e pensar, um lugar para amarrar a rede e relaxar na companhia da natureza.
Ponta dos Castelhanos não esta longe. Moreré tem mais ao sul, a Praia de Bainema, conhecida por sua extensão e por ser a última antes do imenso Manguezal até chegar ao fim do Arquipélago.

Imagem do mangue em Boipeba - Morro de São Paulo

A chegada em Ponta dos Castelhanos muda o sentido da caminhada. O retorno pode ser visto seguindo para Cova da Onça, a imensa praia de água cristalina e rasa indica o rumo ao norte. Seguindo pelo interior da ilha de Boipeba, as trilhas levam pela parte mais alta, onde as paisagens são inesquecíveis até chegar a Velha Boipeba.
Já na Ilha de Tinharé, a caminhada pode seguir pelo interior da Ilha, uma parte baixa e plana onde a vegetação predominante são as Bromélias que formam um vasto jardim chamado de Jardim das Bromélias.
Chegando ao Povoado do Zimbo, bem próximo a Vila de Morro de São Paulo, encontra-se novamente a Mata Atlântica que pode ser apreciada.
Seguindo encontramos as variadas trilhas, passando por vários riachos de águas claras e frias, que levam até o povoado do Galeão. O pôr do sol visto do alto do morro, onde esta a Igreja da Vila do Galeão, é uma paisagem espetacular. O continente separado por inúmeras ilhas e manguezais torna uma lembrança única, o horizonte se confunde com o céu em função da distância alcançada pela vasta elevação do morro onde esta localizada a Igreja.
Entre Galeão e Morro de São Paulo está a Gamboa, que é passagem obrigatória, mas ao invés de seguir a caminhada pela praia, passando pelas Falésias e a Praia do Porto de Cima, a trilha no alto do morro leva até a Fonte do Céu.

Caminha para fonte do ceu em Morro de São Paulo

Uma pequena cachoeira de águas frias e límpidas em meio à mata. É o lugar ideal para refrescar e descansar desta longa caminhada que pode demorar uma semana.
Ao longo desta jornada estão vários povoados onde é fácil encontrar restaurantes e locais para alojamento. No entanto para pessoas que apreciam viver realmente a natureza, a dica é ficar atento pois tanto nas praias ou trilhas é comum encontrar marisqueiros e pescadores que sempre podem oferecer os produtos frescos extraídos do mar como mariscos e peixes que são facilmente preparados para uma refeição.



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